O Museu do Louvre é um símbolo da evolução e da cultura francesa em toda a sua glória.
Situado às margens do Rio Sena, o Museu do Louvre é uma estrutura extensa que se ergue há séculos e testemunhou tanto a Guerra quanto a Paz. Gerações de espectadores ficaram maravilhados devido ao seu tamanho e extensão extraordinária.
O Museu do Louvre é o mais visitado do mundo, seguido pelo Museu Nacional da China, o Tate Modern em Londres e os Museus do Vaticano.
Atingiu o status de Museu mais visitado em 2018, quando ultrapassou a marca de 10 milhões de visitantes.
Entretanto, este número foi afetado pela pandemia do Covid-19 que obrigou o Museu a fechar por 150 dias em 2020. Naquele ano o público do Louvre caiu 72 % em relação a 2019.
As Galerias do Louvre abrangem mais de 6 hectares. Além de ser o mais visitado é também o maior do mundo.
Começou sua construção por volta de 1190. Era uma Fortaleza às margens do Rio Sena. Entre 1364 e 1380 o Louvre foi reconstruído pelo Rei Carlos V (1338 – 1380) o qual transferiu a sede do poder real da Ile de la Cité para a Fortaleza Louvre com a finalidade de transformá-la em Castelo. O antigo forte tornou-se uma residência confortável com apartamentos, bem como, locais de recepção. Uma biblioteca à disposição do Rei foi ali instalada. Esta coleção torna-se através dos séculos a Biblioteca Nacional da França.
Infelizmente as guerras, entre elas a dos Cem Anos e a ambição dos nobres, fizeram com que abandonassem o Louvre, preferindo os Castelos do Vale do Loire.
François I (1494 -1547), é conhecido por ser o soberano do Renascimento. Foi em sua época que se desenvolveram os Castelos do Loire e que a França conheceu Leonardo da Vinci e a Mona Lisa.
Em sua época o Castelo do Louvre iniciado por Carlos V é desfeito e reconstruído. Espaços de recepção foram instalados ali para exercer o poder. Cathérine de Médici (1519 – 1589) mandou também construir o Palais des Tuileries = Palácio das Tuilerias ( o nome Tuileries vem de tuiles = telhas, porque no lugar onde o palácio foi construído, existia uma fábrica de telhas. O Palácio não existe mais, ficando somente o jardim.
Após François I, veio Henri IV (1553 – 1610 ) que mandou construir uma grande galeria entre o Palácio do Louvre e o Palais
des Tuileries, a fim de circular entre a sede do poder e seus apartamentos.
Mais tarde Carlos X (1757 – 1836) construiu uma nova Galeria ao longo da Rivoli, paralela àquela construída por ordem de Henri IV. Os departamentos das antiguidades gregas e egípcias foram criados e receberam o nome de Museu Carlos X.
Foi durante o segundo Império que o Louvre adquiriu a silhueta que conhecemos hoje.
Foram construídos dois corpos de edifícios os quais cercam o páteo Napoléon onde encontra-se atualmente a Pirâmide do Louvre.
Novas salas foram preparadas para o Museu. O Louvre dispunha de escritórios para os Ministérios e estábulos foram aí instalados. Os trabalhos estenderam-se até as Tuileries que Napoléon desejava restaurar começando com a destruição da Galeria que estava ao longo do Sena.
Infelizmente esse projeto não foi levado adiante devido aos acontecimentos da Comuna, durante os quais o Palais das Tuileries foi incendiado. (A Comuna de Paris foi um movimento popular ocorrido na capital francesa em 1871, organizado por trabalhadores em resposta à crise socioeconômica vivida na França.)
Uma modernização do Louvre foi iniciada, mas somente terminou durante o Reinado de seu neto Louis XIV. Este último confiou a reconstrução do jardim a André Le Nôtre, antes de dedicar-se aos canteiros de Versailles.
Enquanto a Corte do Rei Sol instalava-se em Versailles, o Palácio do Louvre foi ocupado por nobres, intelectuais e artistas que tinham ali sua residência. Estes apresentaram ao Rei um projeto de museu, o qual gostou desta ideia e começou os trabalhos de adaptação.
Durante esse tempo Louvre teve um enorme crescimento. Hoje, como Museu cobre uma área de 60.600 metros quadrados. O que faz sentido porque onde seria guardada sua impressionante coleção de 480.000 peças de arte?
Foi em meio de tumultos e derramamento de sangue durante a Revolução Francesa que o Museu do Louvre nasceu. As obras de arte das coleções Reais ali estão expostas e aumentaram progressivamente com os confiscos e sucessos militares. Também doações privadas ofereceram a oportunidade para que o Louvre adquirisse novas peças.
Quando Louis XVI foi preso, a coleção tornou-se propriedade Nacional.
No ano de 1793 o Louvre abriu ao público como Muséum Central des Arts de La République. Na época a coleção do Museu incluía 537 pinturas e 184 objetos de arte.
Em 1803, o Louvre ganhou um novo nome: Musée Napoléon, e este permaneceu até 1814. A renomeação foi inspirada no projeto de expansão realizado por Napoléon III. Com suas conquistas a coleção do Louvre aumentou enormemente, desencadeando a necessidade de expansão. O espaço disponível era insuficiente para expor seus tesouros.
Em 1815, quando Napoléon abdicou, cerca de 5.000 obras de arte foram enviadas de volta ao seu país de origem.
“As bodas de Caná”-obra de Veronese
Algumas obras roubadas continuam guardadas no Louvre, sendo uma das mais importantes e valiosas “As Bodas de Caná” de Veronese.
Em 21 de agosto de 1911 o faz-tudo italiano Vincenzo Peruggia roubou a obra-prima do Louvre. Imagens dela apareceram em jornais internacionais e acabaram se tornando um nome familiar para aqueles que a desconheciam. Até mesmo Pablo Picasso era suspeito, até que o vidraceiro tentou vender a pintura a um negociante de arte, italiano, o qual alertou as autoridades. Mona Lisa foi recuperada e de volta à casa, tornou-se a pintura mais famosa do mundo.
Como são inúmeras as informações sobre o assunto, finalizaremos na próxima semana.
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Très bien!!!!